Depende de nós - por Anttonio Almeida Júnior

28/03/2016

Primeira Mão Notícias - Opinião

 

 

 

 


“Quem sabe faz a hora não espera acontecer” - Geraldo Vandré

Os últimos tempos não foram bons para a nossa economia. Graças à política recessiva com diminuição dos investimentos públicos em construção civil, transporte, habitação, saneamento etc, aliada a uma política macroeconômica de juros altos, restrição ao crédito, alto índice de desemprego e de inadimplência. Ao promover uma renuncia fiscal de mais de 500 bilhões de Reais nos últimos cinco anos com isenção de impostos sobre automóveis, linha branca, eletroeletrônicos e a desoneração da folha de pagamentos, o governo Federal praticamente “quebrou” os estados e municípios com a diminuição dos repasses de FPE e FPM.

Localmente outro fator também contribuiu para que a economia da nossa cidade esteja estagnada: a falta de investimentos públicos em setores verdadeiramente capazes de alavancar oportunidades de desenvolvimento sustentável e de aumento da renda da população.

Aqui não se faz investimentos na agricultura irrigada, que é responsável pelo progresso e crescimento dos municípios de Barreiras, Luiz Eduardo e Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia e de Juazeiro e Petrolina, no sertão do São Francisco ou até aqui bem mais próximo de nós, em Rodelas ou Glória.

O sonho de transformar a nossa cidade no maior produtor de tilápias da América Latina migrou para a vizinha cidade de Glória. A grande empresa que funcionaria como integradora e compradora da produção dos tanques rede, praticamente processa apenas a sua própria produção. Os pequenos e médios piscicultores instalados ao longo das barragens das Usinas de Xingó, Apolônio Sales e Luiz Gonzaga, correm o risco de serem estrangulados pelo mercado por não dominarem a cadeia produtiva em suas diversas fases, desde a produção de alevinos até o beneficiamento do pescado.

O turismo e o entreposto comercial e de serviços vivem à própria sorte. Não existe política publica de fomento e incentivo para os setores atacadistas, varejistas e de serviços. Para as pequenas indústrias o que existe é um distrito industrial mal localizado e com deficiências na infraestrutura.

Sem um instrumento de planejamento de longo prazo, pois o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) está desatualizado há mais de 10 anos, ainda prevalece por aqui a especulação imobiliária que é maior que a exploração econômica dos espaços urbanos.

Como acontece a cada quatro anos, este ano teremos novamente eleições municipais para Prefeito e para Vereadores. É tempo de se avaliar o que foi prometido e não cumprido. Devemos estar dispostos a escrever a nossa própria história e definir o nosso destino.

Acredito em uma proposta onde o ser humano esteja acima dos interesses políticos. E que, efetivamente, se incentive as vocações e oportunidades deste pedaço de sertão: a agricultura irrigada com suas agroindústrias, a caprinovinocultura, o ecoturismo, o turismo de aventuras e de esportes, o fortalecimento do entreposto comercial e de serviços, bem como a instalação de pequenas indústrias.

Depende de nós. Acredito que podemos fazer diferente. Estou pronto! O sonho pode e deve se tornar realidade.

 

Anttonio Almeida Júnior 

Médico Veterinário,

Especialista em Desenvolvimento Sustentável,

Agronegócios e Gestão de Negócios.

 

 

 

 

 


 

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