“PRÁ NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES ...” por Epidauro Pamplona

04/05/2016

Opinião - "Pra não dizer que não falei das Flores..."Epidauro Pamplona

 

 

 

 

 

Na politicalha, sempre, “de onde menos se espera é que nada sai”. Na frase retro entre aspas do barão, parodiada e expandida por este escrevinhador, signatário deste texto, o herói da “Batalha de Itararé”, a que não tem teve mortos para ver seu fim, seu perspicaz criador, Aparício Torelly, na ficção satírica da guerra que nunca existiu, espraiava suas “pérolas” suscitando a corrupção dos ditos valores morais na famigerada Ditadura Vargas onde o cotidiano anacrônico, provinciano ou não dos leitores de então, regalados pela invenção de Gutenberg que trouxe a Imprensa, a bel-prazer, interpretavam como se estivessem hoje nos “senadinhos” da politicamente desvairada Paulo Afonso.

 Aqui, em ano eleitoral, as controvérsias e assertivas dos formadores de opinião ruminam, giram e sapateiam uníssonas na questão da corrupção, cognominada de cupim da República pelo saudoso Ulisses Guimarães, quando as denúncias tornam-se pautas nas conversações políticas dos “senadinhos” onde o prefeito do município e o presidente da Câmara de Vereadores, antigos aliados, ambos PDT, são citados por incompetência, improbidade administrativa e peculato e até por “roubo”, conforme palavras nas emissoras de rádio da região de um ex aliado, alcunhado pejorativamente de “insignificante” pelo líder maior dos “deuses” e pré-candidato a Prefeitura dos situacionistas, do partido Democratas.

Além da violência crônica, o desemprego assola a cidade com o refluxo da mão de obra demitida pelo trecho sem perspectiva imediata de melhorias e neste pandemônio politiqueiro camuflado pela ausência da maioria da Câmara de Vereadores que apenas anui os projetos eleitoreiros ou não do Executivo, a Administração Municipal deixa a desejar quando os serviços públicos são de péssima qualidade e os lixões do campo e da cidade e da CHESF, e os esgotos a céu aberto são depositários do mosquito que transmite a dengue, a zika e a chikunguya, mazelas dos nossos dias que se proliferam pelo descaso e prevaricação das autoridades sanitárias e ambientais do município que literalmente encontra-se ao “deus-dará”... 

 Contudo, lembrando o Vandré sem lavagem cerebral, prá não dizer que não falei de flores, enquanto há vida existe esperança, (dum vita est  spes est),  profissão abstrata e eterna do pauloafonsino que convive sem melhorias na saúde pública e  com  os aumentos contínuos da violência e do desemprego, e, sobremaneira, com a queda dos valores morais na seara política, exemplos nefastos que conspurcam a cidadania e envergonham os que ainda conseguem ficar indignados ante tanta impunidade, “ora pois pois”, como diz o gajo, lá em Portugal...

Epidauro pamplona

 

 

 

 


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