Galinho apoia Antônio Alexandre para líder da minoria para ser ‘dura e coerente’

06/01/2017

Primeira Mão Notícias - com informações e fotos do site www.pa4.com.br - Ozildo Alves

 

 

 

 

 

Paulo Afonso tem hoje pelos menos três políticos jovens na Câmara Municipal, são eles pela idade: Mário Galinho (RD), Marconi Daniel (PHS) e Jean Roubert (PTB), dentre os três, Galinho foi conduzido à Câmara pela mão da sorte. 

Nascido político no que se configurou a terceira via, largado à própria sorte depois do declarado abandono do seu ex-líder, Raimundo Caíres (PSB), à disputa da prefeitura em detrimento de Luiz de Deus (PSD). O rapaz do bairro Perpétuo Socorro chegou com pouco mais de 500 votos para o Legislativo.

No dia seguinte a sua faceta, já estava atento a tudo o que se passava na Casa, nunca perdeu uma única sessão. Galinho passou a ser mais frequente do que vereadores que estavam no curso do mandato.

Chegada sua posse, no cenário fantasma em que por regra, vive o Legislativo em dias de recesso, eis que o jovem vereador está lá com todos os seus assessores, já despachando.

Não é à toa que minha tarefa era entrevistar as novas lideranças e ele é o primeiro.  Entre outras coisas, Galinho informou como organizou seu gabinete:

″Eu precisei fazer jus ao trabalho de gabinete, chamei pessoas disponíveis para trabalhar e correr atrás: tenho uma secretária, duas pessoas para articulação política, meu advogado pessoal, tenho Marcinho para apurar o que está acontecendo e elaboramos projetos, estou com uma equipe muito boa graças a Deus″.

Acompanhe na íntegra a entrevista concedida ao portal PA4, em seu gabinete:

 Há diferenças entre ‘querer’ e ‘sê-lo’, neste entretempo, você já precisou mudar seus planos para se adaptar à realidade?

Já analisamos várias opções, imaginamos todas as possibilidades, para este início de mandato, relativos à presidência, à cargos – são muitas coisas que existem que a sociedade não sabe, e que nós procuramos apurar para não chegarmos aqui sem saber das coisas e assim ficar à mercê dos mais velhos – neste ponto não houve surpresas.

O trabalho do vereador tem limites: acompanhar, fiscalizar e denunciar quando a coisa fugir do interesse público, o que você fará de diferente?

Nada. Apenas o meu papel de fiscalizar o executivo e correr atrás de projetos que beneficiem a comunidade. Todos sabem disso, e poucos fazem, não quero aqui generalizar.

Vendo os problemas e sabendo como funciona a máquina: a boa e a má vontade em resolvê-los, a competência, como será seu posicionamento na Câmara?, duro ou diplomático?

Vou ser misto, linha dura com diplomacia. Não adianta eu chegar na Tribuna para falar ao prefeito sobre o esgoto da rua que está estourando, sem antes saber da empresa o que está acontecendo?, nem ir ao gestor cobrar, após isto aí sim, pois é preciso ter bom convívio com o executivo, isto não implica aceitar de goela abaixo – como vimos aqui nestes três meses de ‘pré-mandato’, tudo que eles mandam para cá.

Você declarou apoio a Antônio Alexandre (PMDB) para fazê-lo líder da minoria, por que?

Justamente pelo ‘pré-mandato’ que acompanhamos aqui, pelo seu posicionamento – às vezes o Antônio é linha dura, mas em benefício do povo, eu o escolhi como líder porque não vou chegar aqui sem saber as coisas direito, particularmente, como funciona os bastidores da Casa e dizer que vou fazer isto e aquilo, ao mesmo tempo, ele me prometeu fazer oposição justa ao governo Luiz de Deus, se também não for dessa maneira não compactuo com certos tipos de posicionamentos – acredito que não vão acontecer, nossa oposição será dura e coerente.

Você é jovem, e em sua opinião, o que falta para o jovem assumir uma postura mais participativa e mudar essa característica de política sendo uma coisa de ‘velhos’?

Parece que falta interesse, mas nós somos os culpados. Se está tudo certo ninguém vem à Casa, se está tudo errado, ninguém vem também. Então falta o jovem vir à Câmara e que nós políticos os incentive, para que eles se interessem. O meu particularmente, vem em cima de muitas coisas erradas que vi acontecer: na saúde, na educação e no esporte em que nossa cidade está excluída, praticamente não existe mais. Os jovens devem se mover e exigir, como fizeram no Brasil inteiro, pedindo mudanças.

Vou correr atrás para que as sessões passem às 19h30, para que a população possa vir e participar, sem atrapalhar à escola ou o trabalho. Muitas vezes eu convido pessoas que não veem porque ou estão trabalhando ou estudando. O cidadão precisa entender: a política é o meio, não se pode viver sem ela, deve ser aliada do cidadão.

 

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