OPINIÃO: carecemos de cuidados com nossas crianças

21/03/2017

Primeira Mão Notícias 

 

 

 

 

 

 

OPINIÃO: carecemos de cuidados com nossas crianças - por Iran Gama Filho*

Em tempos de modernidade, a maior parte das pessoas esquece-se de olhar em volta de si mesma e perceber as nuances dos mais próximos a nós: nossos filhos. Esses, muitas vezes, apresentam necessidades sutis que merecem ser bem avaliadas e acompanhadas, para um desenvolvimento social pleno. Muitas crianças, desde o nascimento, apresentam necessidades evidentes de acompanhamento, porém, alguns chegam ao âmbito escolar sem a devida atenção. Em nossa cidade, já há bastantes casos assim e, cada vez mais, surgem novos, seja por Zica Vírus, Rubéola, intoxicações exógenas, fatores nutricionais, genéticos, sofrimento intrauterino, infecções etc. Ente outras situações, o momento de contato com o sistema educacional gera um estresse familiar adicional, PIS todos têm o desejo de ver seu filho lendo e escrevendo fluentemente. Porém, nem sempre é assim que acontece. É sempre importante frisar que cada um tem um desenvolvimento próprio e um conjunto de- habilidades únicas que devem ser exploradas com seu desenvolvimento, durante o período escolar. Isso nem-sempre agrada aos familiares, pois leva. a desentendimentos entre familiares e, muitas vezes, também com as escolas, pois estas não estão sempre preparadas a receber esses novos e surpreendentes seres. Existem leis que asseguram um melhor acompanhamento dessas crianças e que devem ser cumpridas, resoluções, desde 2012 e que, muitas vezes, não o são. Algumas vezes, em cidades pequenas, já há acompanhamento especial desses menores, porém nem sempre acontece. Deve-se lembrar de que há especialistas de Pedagogia, Psicologia, Oftalmologia, Terapia Ocupacional, Educação Física entre outros, que estão habilitados a compor um espectro de profissionais de suporte para essas crianças, seja em ambiente escolar público ou privado, pois assim as leis asseguram. Deve-se ser enfático para que o aprendizado seja direcionado e não uniforme, pois esses entes queridos apresentam necessidades únicas e devem passar por um critério diferenciado de avaliação. Suas chances futuras estão em jogo diariamente no momento e-que não estão sendo diagnosticados precocemente, não sendo acompanhados, serão felizes e não saberão o que fazer em seu futuro, já delineado no presente. Porém, por força da providência divina, a natureza humana dá um jeito e todos crescem. Todos evoluem. Às vezes, não há uma boa leitura, más há uma ótima habilidade matemática ou manual. Sempre devemos focar no caráter, pois isso é fundamental e o amor é a base. Conhecimento vem com o tempo e não se perde. Devemos procurar ajuda sempre que possível de especialistas do assunto, seja da área de saúde ou jurídica, caso haja barreira ao apoio para as crianças. Lembrar sempre de que comportamento inadequado escolar ou social pode ser apenas um sinal de que alguma coisa diferente pode estar acontecendo e não foi identificada. Uma deficiência visual forçadamente leva a um desinteresse pelo estudo, pois que vai gostar de ler sem enxergar o que se lê? Quem vai entender a aula se não escuta a aula? Quem quer ir à escola se percebe que os amiguinhos apresentam um desenvolvimento escolar melhor e com melhor letra? Como ser culpado por trocar letras ou escrever ao contrário? Muitos são desatentos, sonhadores de olhos abertos. Vivem desenhando e pintando. Muitas vezes, expressando seu sentimento! É necessário ter calma, paciência e pedir ajuda. Caso a ajuda não venha, pedir ajuda a outro. As escolas devem se adequar para os alunos, não o contrário. O sistema educacional deve ser atualizado e cobrado, pois nós já somos bastante cobrados também. Educação deve ser feita de forma interativa com seus participantes, aluno e responsáveis. As reuniões de pais e mestres, afinal de contas, devem servir para quê? Afinal, já não é assim realizado em muitos projetos sociais pelo Brasil afora? Por que não na cidade em que moramos, seja ela qual for. Afinal, todos somos cidadãos, contribuintes, eleitores, mães, pais, profissionais, gestores de nossos lares e colaboradores da sociedade. Apoiemo-nos nas leis que já existem e façamo-las valer, pelo menos para nossas crianças terem direito a um dia-a-dia melhor e um futuro com maiores e melhores possibilidades, pois somente assim serão capazes de eles mesmos prepararem um caminho melhor para os que estão por vir.

Dr. Iran Gama Filho é Médico Angiologista - proprietário da Clínica Vascularte

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