Quer abrir o próprio negócio? Saiba o que é preciso fazer

01/12/2017

Primeira Mão Notícias - foto divulgação

 

 

 

 

 

 

Segundo especialista, hoje o pequeno empresário tem que investir basicamente em informatização para ter maior controle e competitividade no mercado

Nas listas de metas para 2018, abrir o próprio negócio está entre os itens mais citados pelos brasileiros que desejam fugir das incertezas trazidas por mudanças na CLT ou mesmo por quem busca mais qualidade de vida, investindo sua energia em um legado que poderá deixar para a família. Entretanto, não basta ter o desejo de entrar na aventura “empreendedorismo”, é preciso saber onde está se metendo.

Quem decidiu abrir seu próprio negócio, muitas vezes não faz um levantamento daquilo em que realmente terá que investir para tornar sua empresa funcional. Essa dificuldade é ainda maior no tocante à contabilidade, já que muitos empreendedores entram nessa jornada sem conhecer ao certo como funciona o pagamento de impostos e a entrega de obrigações acessórias, isso sem falar no balanço da empresa.

A sopa de letrinhas formada por ICMS, ISS, folha de pagamento, seguro, Imposto de Renda, Notas Fiscais Eletrônicas, Escrituração Fiscal Digital (EFD), Escrituração Contábil Digital (ECD), além da escolha de um regime tributário, pode desanimar e dificultar a vida do empreendedor que tentar resolver tudo sozinho.

Segundo Guilherme Volpi, CEO da Soften Sistemas, hoje o pequeno empresário tem que investir basicamente em informatização para ter maior controle e competitividade no mercado. “O empreendedor precisa ter em mente que atender às exigências do governo não é algo opcional, que pode ser deixado para depois. Isso porque cada atraso e não entrega acarreta uma multa pesada, que pode levar o sonho do próprio negócio ao pesadelo da falência. Assim, obrigatoriamente é preciso ter um sistema fiscal. No mercado, existem softwares fiscais gratuitos e pagos. A principal diferença entre eles é a efetividade e o suporte que o empresário terá em caso de dúvidas ou problemas”, explica o especialista em sistemas contábeis e fiscais.

Atualmente, há mais de 664 milhões de Microempreendores Individuais (MEI) ativos no Brasil. Há ainda cerca de 11 milhões de empresários individuais. Dados da Boa Vista Serviço Central de Proteção ao Crédito e Serasa Experian apontam que o número de pedidos de recuperação judicial feitos em 2016 cresceu pelo menos 44,8% em 2016, com relação aos de 2015. Em 2016 foram feitos 1.863 pedidos de recuperações judiciais, 44,8% a mais do que o registrado em 2015, quando foram registrados 1.287 requerimentos desse tipo. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial no último ano, com 1.134 pedidos.

É importante salientar que o microempreendedor individual (regime tributário comumente adotado por quem está iniciando uma empresa) é uma exceção à regra. Isso porque geralmente este empresário não precisa ter um sistema fiscal, pois ainda pode, em alguns casos, emitir notas fiscais de papel de formulário. Assim, a dica é que o profissional que deseja controlar melhor sua empresa, inclusive para não ultrapassar o teto de arrecadação, atualmente em R$ 81 mil, e ser desenquadrado do sistema, opte pela aquisição de um software para gestão. Desta forma, ele terá um controle mais fácil do fluxo de entrada e saída da sua empresa, tanto financeira quando de estoque.

Volpi explica também que o investimento em softwares de gestão, que trabalharão com os dados de vendas, estoque e financeiro, por exemplo, pode melhorar a organização da empresa e deixá-la mais produtiva, mesmo sendo opcional ao empresário.

Contador

Pensando no que é fundamental para o bom andamento do negócio, além de investir em equipamentos, é importante ter um profissional responsável para trabalhar com as suas obrigações fiscais e acessórias, uma vez que há conhecimentos técnicos que apenas um contador tem para dar andamento nas entregas e preenchimentos. Até o Imposto de Renda da Pessoa Física, que é mais simples para alguém que trabalha com carteira assinada e tem rendimentos fixos, mudará quando o empresário de fato abrir o seu negócio. Então, o auxílio de alguém que realmente entende o setor é fundamental para não ter problemas com o governo.

Pesquise

Uma dica é pesquisar. Procure parceiros profissionais confiáveis, seja uma empresa de software ou um contador. Converse com quem já trabalha com esses profissionais antes de decidir qual deles contratar. “Antes de abrir o seu negócio, planeje-se e se prepare para as dificuldades que poderão surgir pelo caminho. Essa é a melhor forma de começar uma empresa com o pé-direito e ter soluções na manga para quando os imprevistos chegarem”, destacou Volpi.

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