Morre aos 91 anos o escritor Carlos Heitor Cony

06/01/2018

Premira Mão Notícias - foto divulgação

 

 

 

 

 

 

 

Imortal da Academia Brasileira de Letras enfrentou a ditadura militar e colecionava prêmios literários

Brasil deu adeus, na noite desta sexta-feira (5), ao jornalista e escritor Carlos Heitor Cony. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2000, o carioca estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde morreu por falência múltipla dos órgãos.

A informação foi publicada no site G1, que confirmou o falecimento com a Academia Brasileira de Letras. Um dos maiores inimigos da ditadura militar, o escritor era filho do também jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Pronunciou as primeiras palavras apenas aos cinco anos, foi alfabetizado em casa, passou por um seminário em Rio Comprido, começou a estudar Filosofia na Universidade do Brasil, até seguir carreira no jornalismo, na qual se destacou como cronista e editorialista.

O imortal da Academia Brasileira de Letras era o quinto ocupante da cadeira 3, cujo patrono é Artur de Oliveira. Seu primeiro romance teria sido lançado em 1958, "O Ventre", sendo sucedido por mais 40 obras - entre outros romances, coletâneas de contos, crônicas, ensaios biográficos e livros infanto-juvenis -, sem contar com obras publicadas em colaboração com outros autores.

Cony também assinou mais de 30 adaptações literárias, roteiros para telenovelas, documentários e filmes. Suas criações foram adaptadas para a televisão, o cinema e o teatro, e reconhecidas com diversos prêmios literários. O escritor conquistou três prêmios Jabuti, em 1966 ("Quase Memória"), 1997 ("A Casa do Poeta Trágico") e 2000 ("Romance sem Palavras").

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