PF: empresa de coronel atendeu a demandas públicas e privadas de Temer

29/06/2018

Primeira Mão Notícias - foto divulgação

 

 

 

 

 

 

Afirmação foi feita no pedido de prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga suposto pagamento de propina em troca de decreto do setor portuário

delegado Cleyber Malta Lopes, da Polícia Federal, afirma em relatório enviado nesta quinta-feira (28) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a estrutura financeira da Argeplan, empresa do coronel João Baptista Lima Filho, foi colocada à disposição de "demandas da vida pública e privada" do presidente Michel Temer.

A afirmação foi feita no pedido de prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga suposto pagamento de propina em um decreto do setor portuário. A reportagem teve acesso ao documento.

Segundo o delegado, "os elementos colhidos indicam que a Argeplan e sua estrutura financeira e funcional por diversas vezes foi colocada em atendimentos de demandas da vida pública e privada do excelentíssimo presidente Temer".

No pedido, o delegado enumera uma série de diligências feitas na investigação e afirma: "de forma paralela aos vários contratos e vínculos suspeitos com o setor portuário, temos que as buscas e apreensões e demais elementos trazidos aos autos também demonstraram dezenas de ligações da empresa Argeplan, seus sócios e outras empresas interligadas, diretamente com a vida política e privada do senhor Michel Temer".

Segundo o relatório, os vínculos de Temer com o coronel ganham "mais relevância" por causa dos serviços prestados pela empresa do coronel à reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente, alvo do mesmo inquérito".

Ele destaca a contradição entre os depoimentos de fornecedores e de Maristela. Segundo os empresários, as despesas com a obra somaram ao menos R$ 1,3 milhão, enquanto a filha de Temer disse ter gasto R& 700 mil.

"Maristela ainda não apresentou qualquer recibo que comprovasse em definitivo que os gastos foram suportados de fato por ela", disse o delegado. Com informações da Folhapress.

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